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A luta pela vida a várias velocidades

por Rodrigo Rivera, em 12.11.13

Muitos de vós já devem conhecer a personagem, o Marcos Feliciano. Pastor e deputado pelo Partido Social Cristão, é um acérrimo defensor de tudo aquilo que imaginam: "cura gay", aborto ilegal, etc. Mas a luta pelos lados de cá é diferente. No Brasil, o aborto continua a ser crime e quem o faz é perseguida, quando sobrevive. O aborto ilegal e sem condições de saúde é a 3ª causa de morte das mulheres no Brasil. E do lado que defende a perpetuação desta tragédia nacional temos este senhor.

 

Apesar da gargalhada imediata que provoca este argumento em qualquer pessoa inteligente, temos de ter em mente que este senhor - e os César das Neves desta vida - são um perigo mortal para as mulheres, bonitas na Sibéria ou feias no subúrbio excluído duma qualquer capital internacional. Mas são também um perigo para a saúde pública no geral. o seu combate deve continuar a ser uma prioridade para a esquerda em todo o lado. Porque em Portugal já chegámos ao século XXI, não quer isto dizer que podemos solidarizar-nos com as lutas do Brasil ou doutros sítios?

Por outro lado, temos a boa notícia vinda do Uruguai, em que no balanço feito 6 meses depois da legalização da IVG em hospitais públicos, os resultados são magníficos. Milhares de vidas humanas foram salvas das garras do aborto ilegal e sem condições. Mujica continua a marcar pontos.

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publicado às 02:19

O patriarcado na Revolução Cidadã

por panchovenes, em 06.11.13

"O Código Penal equatoriano proíbe o aborto, exceptuando casos em que a gravidez ponha em risco a vida ou a saúde da mulher ou quando a gravidez resulte da violação de uma mulher considerada idiota ou demente." (Women on Waves)

O presidente Rafael Correa deixou bem claro há uns meses atrás que nunca permitirá a legalização do aborto por esta ir em contra da suas crenças religiosas:

O tema é controverso, mesmo dentro do próprio partido do Governo, como espelha este discurso de uma deputada de 'Alianza País':


Recentemente, algumas deputadas do 'PAÍS' decidem avançar com uma proposta de lei que pretende alterar a 'Lei do Aborto' e incluir na lista de excepções "Todas as mulheres vítimas de violação". Uma alteração ousada, como se pode perceber....

"Papa Rafa", dono e senhor dos vários orgãos de poder da República, ameaça demitir-se se as deputadas não retiram a proposta de lei, acusando-as de deslealdade e ameaçando-as com sanções e até com a expulsão do partido .  Confessa-se "cansado de que se tomem decisões e que encham a boca para falar de democracia quando fazem exatamente o contrário." e reafirma: "façam o que entenderem, jamais aprovarei a despenalização do aborto."

 

Fieis devotas do líder, as outrora convictas defensoras da despenalização do aborto, resolvem "baixar a bolinha" e desistir da 'pequena reforma' à lei actual.  

Por aqui afirma-se que "A Pátria já é de Todos". Aparentemente não é de Todas.

 

P.S.: Aproveito para também fazer publicidade a uma conferência sobre o "SUMAK KAWSAY" (Buen Vivir), já sugerida pelo Alex Gomes. Amanhã, no CIDAC. 

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publicado às 23:25




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