Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Dia 13 de Janeiro, pela decência !

por João Mineiro, em 09.01.14

Os trabalhadores da linha saúde 24 estão em luta. São só os mais recentes alvos deste governo: despedimentos, cortes saláriais, aumento do horário de trabalho e degradação do imprescindível serviço de saúde que prestam. Depois da greve, e perante o silêncio e a falta de respeito, os trabalhadores vão manifestar-se na próxma segunda-feira, dia 13, a partir das 10h30, com saída da Autoridade para as Condições do Trabalho e destino o Ministério da Saúde.

 

É pela dignidade. Uma luta deles, mas também uma luta nossa. Divulga !!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:03

A disciplina democrática: há um ano foi assim.

por Rodrigo Rivera, em 14.11.13

 

 

 

 

Há um ano atrás, a esta hora, estava eu numa cela num estabelecimento prisional em Monsanto. Sem acusação, sem telefonema, com advogada impedida de falar comigo e com outros. E porquê? Porque estava no Cais do Sodré às 18h de dia 14 de Novembro. Hoje estou no Brasil à procura de um começo digno, depois de ter terminado a Licenciatura. O Governo e o Ministro Miguel Macedo continuam no poder, apesar das mil e umas ilegalidades cometidas pela PSP no dia 14 de Novembro de 2012. Uma das ilegalidades, a prova de que não houve qualquer "aviso" antes da maior carga policial da história do país, demorou quase um ano para ser condenada pela Justiça.

 

Eu estive na manifestação e fiquei depois de terminar o discurso da CGTP. Não participei no festival de pedras, mas vi claramente que ele só aconteceu com consentimento policial, ou superior. No momento logo antes da carga policial, saiu um projétil luminoso desde o cordão policial até o meio do largo frente ao Parlamento. Um ou dois segundos depois, um mar de polícias que desceram e numa espécie de arrastão, bateram em tudo o que viram à frente. Pais com crianças ao colo, idosos, até em bicicletas. Eu vi cães raivosos dentro de uma farda, cuja acção só mostrava o total desconhecimento da lei, da Constituição, dos direitos do povo que juram defender.

 

Fugindo da confusão, acabei por parar no Cais do Sodré, a mais de 1km do local da carga policial, com o objetivo de apanhar um taxi. Subitamente, uma emboscada de polícias "à civil" apanharam-me a mim e a mais 20 pessoas e algemaram-nos. Algumas pessoas não tinham estado na manifestação. Estavam a passear no Cais do Sodré. Outra pessoa tinha saído pelo Rato, porque não se quis meter na multidão e queria voltar para casa, apesar da falta dos transportes. Estava no Cais do Sodré a caminho de Algés, a pé. Foi detido também, como nós, sem acusação.

 

Este foi o primeiro episódio mais centralizado da acção de uma PSP cada vez mais autoritária e militarizada. Digo mais centralizado porque ela já tem presença regular nos subúrbios de Lisboa, com rusgas regulares, imposição de recolher obrigatório, "show-off" de material paramilitar. Esta é a fachada do nosso Estado hoje. É esta a maior proximidade que muitos dos portugueses têm com o Estado: uma PSP cada vez mais militarizada e sobretudo, cada vez mais ignorante. Não sabe nem quer saber que leis deveria defender, só lhe interessa a manutenção da ordem, do regime austeritário, do exílio laboral e do desmantelamento da democracia.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:25

Madrid, capital de la mierda

por Tiago Morais, em 12.11.13

"Los madrileños están acostumbrados a demasiada limpieza". A frase é de Ana Botella, alcaldesa de Madrid. Depois da ridícula figura que fez na candidatura da Cidade à organização dos Jogos Olimpicos que terminou com a escolha de Toquio, vinga-se agora nos madrilenhos. Se não se vão organizar os jogos olimpicpos, então para quê continuar a limpar a cidade?

Hoje é o oitavo dia da greve indefinida convocada pelos subcontratados trabalhadores de limpeza da cidade. As empresas (Sacyr-Valoriza, OHL-Ascan e FCC) responsaveis pela recolha de lixo e limpeza das ruas, anunciaram despedimentos que afectam 1144 trabalhadores (de un universo de 6000), reduçoes de salarios de 43% (um varredor de rua ganha à volta de 1100€), aumento de 35 para 40 horas semanais e o não pagamento de baixas laborais. Nenhuma novidade, a classica maximização de lucro à conta de despedimentos e redução de direitos dos trabalhadores.

E qual é a posição do Ayuntamiento em relação a tudo isto? É um problema entre trabalhadores e empresas privadas. Que se entendam entre si. Ao contrário dos Madrilenhos (os tais habituados a demasiada limpeza), Ana Botella está habituadíssima a viver numa lixeira moral (já que o seu esposo é nada mais nada menos que José María Aznar). E não me surpreende este total desprezo pelos habitantes de Madrid, já que a Alcaldesa de Madrid...nunca foi eleita como Alcaldesa de Madrid, substituíu Gallardón quando este foi nomeado Ministro da Justiça de Rajoy.

A verdade é que as medidas anunciadas por estas empresas são resultado de um convite informal que tem sido feito pelo próprio Ayuntamiento. Desde 2010 a despesa com limpeza da cidade foi reduzida em 27% e o novo contrato com as empresas subcontratadas (que começou há 3 meses) deixou de estipular um numero minimo de trabalhadores como estabeleciam os contratos anteriores. Estes factos são a verdadeira causa estrutural desta situação e desta greve.

Trabalhadores em greve, estou convosco. E já estou a juntar fraldas sujas para ir depositar em Cibeles.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:14




calendário

Maio 2015

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Posts mais comentados



Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D